sábado, 20 de maio de 2017

Observando a si mesmo



OBSERVANDO A SI



 MESMO







Como ir além das


 fronteiras da sua


mente por meio da


 sua consciência


 dando um passo a


 mais na evolução


 da espécie


 humana...

 

  (APRENDA A MEDITAR PASSO A PASSO)



   Aqui no blog já existe um artigo sobre meditação de 2016 (leia aqui) porém como o blog estava no início e eu não estava levando ele a sério, não me aprofundei muito no assunto deixando o artigo muito raso e sem graça. Então, tendo isso em vista, estou criando esse artigo um pouco mais profundo tentando explicar de uma forma cada vez mais fácil o que quero passar. Esse blog é apenas um rascunho do que eu planejo criar no futuro. Meu objetivo é que mais e mais pessoas comecem a explorar a si mesmas, observando seus próprios pensamentos e comportamentos defeituosos. Talvez assim a sociedade melhore um pouco, já que muitos problemas do mundo existem justamente por uma educação péssima (ou nula) que as pessoas possuem de auto observação e controle emocional, fazendo com que elas sejam egoístas, fúteis, impulsivas, depressivas, tímidas, ciumentas iiihh a lista é grande...


   Para que a sociedade mude, primeiro é preciso que cada indivíduo mude.


   Se eu conseguir convencer uma única pessoa a ser corajosa a ponto de iniciar uma viagem interna em busca de si mesma, esse blog já terá cumprido o objetivo dele.


   Então vamos lá, está pronto para se tornar livre da sua maior escravidão?


   A mente humana evoluiu bastante criando tudo que vemos hoje em nossa volta, toda tecnologia, todas as construções, toda a ciência. Porém quando se fala de comportamento e auto observação, parece que ainda estamos na idade da pedra, poucas pessoas no mundo se aventuraram nessa área tão importante...


   Basta observar como as pessoas se comportam hoje em dia e você ficará assustado ao perceber que agimos de uma maneira muito semelhante a chimpanzés. Fazemos as coisas sem nenhuma consciência de nossos atos. Nos jogamos em vícios, um atrás do outro, e agimos de uma forma totalmente automática, como robôs programados. Somos escravos de nossos pensamentos, sentimentos e impulsos, de nossos instintos mais primitivos sem ao menos parar e tomar consciência desse fato. 

 


   Você não é livre. Você é escravo da sua própria mente, dos seus próprios sentimentos, instintos, memórias, traumas, ilusões, impulsos, crenças, etc.


   A sociedade no geral não quer que você seja livre. Ela não quer que você se torne uma pessoa sábia. No momento que você se torna sábio, no momento em que você começa a observar a sua mente respondendo por você, você para de agir a mando dela e se torna mestre de si mesmo.


   Se as pessoas se tornam sábias, se elas se tornam conscientes dos seus impulsos, de que elas estão sendo manipuladas, quem irá comprar as besteiras que a sociedade tenta te enfiar goela a baixo? Como a sociedade terá controle sobre você? Ela pode ter controle sobre a sua mente mas não sobre a sua consciência.


   Uma coisa deve ser compreendida...


   Na maior parte do tempo, não é você que está no controle, mas sim a sua mente. E a sua mente é um reflexo da sociedade, ela não é você, ela está a parte de você. Por que ela não é você? Porque você consegue observar ela. Se você consegue observar o computador ou o celular em que você está lendo isso agora, significa que você não é esse objeto. Ele é observável, então está fora de você. O mesmo vale para a mente, pois a mente nada mais é do que processos separados que podem ser observados.


   Feche um pouco os olhos e tente prestar atenção nas imagens, sons e sensações que formam sua mente, perceba que é possível observar essas coisas acontecendo e elas na verdade estão separadas de você.


   Você é um profundo silêncio, um profundo mistério por trás de sua mente...


   Aproveitando essa experiência, sabe essa voz enjoada que está falando dentro de você, pare um pouco e preste atenção nela. Agora tente silenciar ela, tente fazer ela parar de falar. Não consegue?


   Você não consegue porque sua mente está no controle. Aposto que é muito difícil para você controlar também as imagens, os sentimentos, os impulsos, os vícios...


   Sua mente age por você na maior parte do tempo, ela responde por você. É como se ela estivesse no volante e você no banco de carona. E uma coisa deve ser compreendida, a mente é um mecanismo morto, automático, robótico. Ela não é espontânea, ela só repete padrões, ela só segue o caminho que ela já seguia antes. Ela é presa as regras que regem o funcionamento dela mesma

 


   O interessante é que após essa percepção, você para de levar sua mente a sério, suas crenças, seus pré conceitos, seus desejos, seus conhecimentos, tudo que envolve sua mente deixa de ser importante pois você percebe que tudo isso é falho, mecânico, superficial e o mais importante, não é você.


   Você também percebe que todo o sofrimento que você tem é causado pela sua própria mente. Ela sofre com um motivo que ela mesmo cria. Um pouco confuso né, mas com o tempo e com a experiência você vai ficar cada vez mais alerta a isso.


   Por fim você se dá conta de que a mente é uma ferramenta, você usa dela para saborear o mundo, a mente é uma extensão dos seus sentidos e deve ser usada pela sua consciência. É o fenômeno que te permite experimentar o mundo que você está percebendo agora da maneira que a sua consciência determina...


“Tá Brian, você está me deixando ainda mais confuso, dá para ir direto ao ponto?”


   Ok, o importante de início é você começar a praticar a observação da própria mente para que você perceba essas coisas por si mesmo naturalmente. A esse exercício damos o nome de:


MEDITAÇÃO


   Mas antes de passar as dicas de como praticar a meditação, quero deixar claro algumas coisas...


   A meditação que eu falo aqui não é a meditação do senso comum, aquela que você aprende na TV, ou em artigos de yoga. Ela não é focada na concentração em um ponto qualquer ou em um objeto, nem mesmo em mantras.


   A concentração é sim muito importante, e a meditação convencional é útil para relaxamento. Mas o foco aqui é a pura observação dos seus processos mentais, de forma a ter a percepção de que você está além deles e que é possível ter controle sobre eles.

   Outra coisa, de maneira alguma a meditação que passo aqui tem algo a ver com crenças religiosas. A não ser que a sua definição de religião seja igual a minha: a ciência do interior.


PASSO A PASSO PARA MEDITAR:

 


   Primeiro é importante que você crie o hábito de meditar, como o de escovar os dentes, para isso, pegue uma folha em branco e escreva de 1 a 30 nessa folha, esses são os dias que você irá meditar, para cada dia que você concluir o objetivo, marque na folha. Caso você ache que isso é muito brega, baixe um aplicativo de gerenciamento de hábitos na PlayStore por exemplo caso você use Android.


   Procure meditar em um lugar que você não vai sofrer interrupções e que ninguém vá te atrapalhar no meio do processo.


   Sente-se confortavelmente, o ideal é na posição de Lotus (pesquise no Google como fazer), porém, caso você não se sinta confortável nessa posição, encontre uma posição que você se sinta bem. Só evite meditar deitado pois você pode cair no sono.


   Determine um limite de tempo para a meditação. Crie um alarme no seu celular para que ele apite na hora certa, evitando que você deixe de meditar para ficar olhando o horário. O ideal é mais de 15 minutos de meditação.


   Feche os seus olhos, fique em um lugar silencioso ou coloque um fone de ouvido com uma música calma somente com o instrumental (sem ninguém cantando), é mais aconselhável sons da natureza (você encontra no YouTube).


 

FASES DA MEDITAÇÃO


   

   1. No inicio do processo, (primeiros 15 minutos) sua mente ainda vai estar muito frenética e sua consciência muito instável, sua mente irá tentar te fazer abrir os olhos várias vezes

 

   Nesse primeiro momento é muito importante que você observe esses pequenos impulsos da sua mente e as pequenas reações no seu corpo. Aquela coceirinha no seu braço ou na sua perna, aquela pequena vontade de fazer uma outra tarefa que você programou para fazer daqui a pouco, aqueles pequenos devaneios que a sua mente te joga, aquelas projeções ilusórias do futuro ou memórias verdadeiras ou falsas que surgem do nada, a voz incessante em sua mente, as imagens que surgem na sua tela mental.  

 

   Observe tudo isso de forma indiferente, como se todos esses pensamentos e reações não fizessem parte de você. Como se você estivesse vendo um filme e essas coisas estivessem acontecendo na tela da TV e não em você. Isso é o mais importante, NÃO REAJA A NADA.

 

 

 

    Deixe acontecer, não tente parar e não faça o que a mente manda, simplesmente observe, parado, só o ato de observar faz com que o pensamento perca a força por si só. Não mova um músculo sem estar consciente de que a sua mente está fazendo isso por você automaticamente, sem que você queira. 

 

    O praticante iniciante geralmente para a meditação por aqui, pois gasta muita energia somente para controlar esses impulsos iniciais da mente. Aos poucos ele vai avançando.



   2. Nessa fase, após ter controle sobre os impulsos iniciais da sua mente sobre o seu corpo quando se começa a meditar, simplesmente por conseguir ignorar todos eles, você já está entrando em um estado mais calmo e focado, então use a respiração para acalmar ainda mais a mente

 

(expire pela boca e inspire pelo nariz) 

 

   A respiração é um reflexo do estado das suas emoções, o ritmo de sua respiração tem grande influência no seu estado emocional

 

   A ideia aqui é respirar mais lentamente e mais profundamente para que a mente se acalme mais ainda e seja mais fácil a sua observação sobre ela. Enquanto respira, permaneça consciente de todos os processos perceptíveis no seu corpo e na sua mente, incluindo a própria respiração e movimentação do seu peito ao respirar. Você está entrando mais profundamente em si mesmo.




   3. Após o processo de respiração sua mente estará bem mais calma. Esse é o momento de forçar o aparecimento de memórias traumáticas, desejos e impulsos incontroláveis, sentimentos indesejáveis, hábitos inconscientes, quaisquer que sejam, para a superfície da sua mente

 

 

  Traga a memória experiências que te afetam até hoje. Busque na memória algum comportamento seu que é indesejável, impulsivo, busque se lembrar do que faz ele surgir, esteja totalmente consciente de cada detalhe

 

  Observe o sentimento surgir mas não julgue ele como bom ou ruim, apenas observe como se fosse algo externo a você (na verdade são), aos poucos os sentimentos vão se dissipando, perdendo a força sobre você. Sua consciência vai ficando cada vez mais presente. Essa fase é a fase da “terapia”, é muito importante e não deve ser ignorada. 

 

   A sua mente é sua maior inimiga, mas quando você percebe que ela não é você, que ela é um objeto externo a você, que você não precisa reagir aos seus sentimentos, a sua mente perde toda a força e cai naturalmente.

 

   Essa fase é muito importante para praticantes intermediários. Que não são nem iniciantes nem experientes.


   4. Agora você pode finalmente apenas observar.

 

 

 

   Se mantenha em um estado de testemunha. É nesse momento que você se aprofunda no mistério de quem é você. A sua mente não mais atrapalha, ela está lá, mas não chama sua atenção, não tem mais nenhum controle sobre você é apenas uma ferramenta que você usa para lidar com a realidade. Você não leva mais os sentimentos indesejados que ela te entrega a sério. Você não leva sua própria mente a sério. Você se encontra em um profundo silêncio e apenas sua consciência, pura, está presente. Esse momento é indescritível. Somente pode ser compreendido por meio de sua própria experiência. Nenhuma palavra que eu diga aqui servirá para nada.

 


   Essas são as fases da meditação...


   O artigo ficou um pouco longo mas eu espero que você tenha tirado todas as suas dúvidas, qualquer outra dúvida é só perguntar nos comentários.


   Se lembre de sempre que possível, divulgar a meditação, seja para os seus amigos, parentes ou conhecidos. Na internet ou fora dela. A meditação é uma necessidade nos dias de hoje que pode fazer muita diferença.


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Namastê



sábado, 13 de maio de 2017

Como reagir a um insulto?


COMO REAGIR A UM 



INSULTO?




Aprenda a dominar

seu ego e estar presente no agora...

 

 

   (Leia o texto a seguir com total atenção quantas vezes for necessário. Medite profundamente nos ensinamentos passados por ele...)
 

    A reação pertence ao passado, a resposta ao presente. Você reage com base em antigos padrões. Alguém insulta você, de repente o antigo mecanismo começa a funcionar... No passado, as pessoas insultaram você e você se comportou de determinada maneira, você se comporta da mesma maneira de novo. Você não está respondendo a esse insulto e a essa pessoa, você está simplesmente repetindo um velho hábito. Você não se atentou para essa pessoa e para esse novo insulto - ele tem um sabor diferente - você está funcionando apenas como um robô. Você tem um determinado mecanismo dentro de si; aperta o botão e diz: Este homem me insultou, e então reage. A reação não é em face da situação verdadeira; é algo projetado. Você viu o passado nesse homem.
 

     

    Uma pequena estória: Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e lhe deu um tapa no rosto; Buda esfregou o local do tapa e perguntou ao homem:  

 

- E agora? O que vai querer dizer?
   

    O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: "E agora?"

 

    Ele nunca passou por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas, elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes e fracas, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era nem uma coisa nem outra; ele não ficou com raiva nem ofendido, nem tampouco foi covarde. Apenas foi sincero e perguntou: E agora? Não houve reação da sua parte.   

    Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda disse:
 

- Isso foi demais, não podemos tolerar. Buda guarde os seus ensinamentos com o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então, todo mundo vai começar a fazer essas coisas!
   

    Fique quieto - interveio Buda. - Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma ideia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa ideia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que 'aquele homem é uma ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário.' Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma ideia. Ele bateu nessa ideia.
   

    

     Se vocês refletirem profundamente, seguiu Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem algo a dizer, porque essa é a maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração. Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam, abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo este homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso perguntei: E agora?
    

     O homem ficou ainda mais confuso! E Buda disse aos seus discípulos. -Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo a e ainda reagem.
 

 

     Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite, ele não conseguiu dormir; É difícil, quando você vê um Buda, é difícil dormir de novo da maneira como costumava dormir; é impossível. Uma  vez após outra ele era assombrado pela experiência. Ele não conseguia explicar a si mesmo o que havia acontecido. Seu corpo todo tremia e transpirava copiosamente. Ele nunca cruzou com um homem daqueles; ele despedaçou toda a sua mente, tudo em que acreditava, todo o seu passado.
 

     Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda; De novo, Buda lhe perguntou:


- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Ao vir tocar os meus pés, você está dizendo algo que não pode ser dito comumente, pois no caso as palavras são insuficientes, não podem conter essas ideias. - Voltando-se aos discípulos, Buda chamou: - Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.
    

   O homem olhou para Buda e disse: - Perdoe-me pelo que fiz ontem. - Perdoar? - exclamou Buda. - Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio

 

      O homem em quem você bateu não está mais aqui; eu apenas me pareço com ele, mas não sou o mesmo; aconteceu muita coisa nessas vinte e quatro horas! O rio correu bastante; Portanto, não posso perdoar você, porque não tenho rancor contra você.

 

 -E você é outro, continuou Buda. - Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva, ele estava indignado! Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem. Portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em que ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar".
 

   Isso é resposta.
 

     A reação pertence ao passado. Se você reagir de acordo com os antigos hábitos, sem pensar, então não estará respondendo. Ser compreensivo é ser totalmente vivo neste momento, aqui e agora. A resposta é um fenômeno bonito, é a vida. A reação está morta; é feia, podre, é um cadáver. Noventa e nove por cento do tempo, você reage e chama a isso de resposta. Raramente acontece na vida, de você realmente responder; mas sempre que isso acontece você tem um vislumbre. Sempre que isso acontece, a porta do desconhecido se abre.
 

     A cada momento você nasce de novo. A cada momento você morre e a cada momento você nasce. Mudanças enormes acontecem diariamente; trata-se de um fluxo. Tudo continua fluindo, nada está parado. Mas a mente é uma coisa morta, é um fenômeno imobilizado. Agindo com a mente imóvel, você vive uma vida morta. Se não vive realmente, você já está morto e enterrado.
 

     Livre-se das reações. E tenha cada vez mais respostas. Ser compreensivo é ter a capacidade de responder. Ser compreensivo, estar sempre respondendo, é ser sensível. Mas sensível ao aqui e agora.  

Osho 

 

 

 

 

 

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Namastê!

domingo, 7 de maio de 2017

Você não é sua mente



 
 
VOCÊ NÃO É SUA



 MENTE





 

 

    A mente é a causadora de todos os problemas. Isso deve ser compreendido profundamente por meio de sua própria experiência. Para ir além da mente, é preciso meditar, observar e entender o funcionamento dela em seu cérebro. Nesse artigo irei mostrar os principais pontos a serem compreendidos para que você observe sua própria mente e dê os primeiros passos em direção ao seu próprio ser.


 

    A mente é um processo em seu cérebro. Ela é um aglomerado de pensamentos que vem e vão, como nuvens no céu. Ela deve ser vista como uma ferramenta. Assim como o seu braço é uma ferramenta para lhe ajudar a sobreviver, sua mente também é. Ela não é você. Seu ego não é você. E isso deve ser compreendido por meio da sua própria experiência, e não apenas porque eu estou dizendo. Na verdade o que eu estou dizendo aqui só serve para te alertar, para chamar a sua atenção para o que era óbvio desde o início, mas devido a sociedade, devido a distração, devido a identificação com o exterior, com o falso, você não percebeu.


    

   Você deve perceber que sua mente pertence mais a sociedade do que a você mesmo. Quando digo sociedade, digo tudo menos você, tudo que está em sua volta. Sua cultura, seus amigos, sua família, sua religião, etc. Sua personalidade é um programa escrito em seu cérebro tendo como base a sociedade. Isso em níveis maiores ou menores.



   Quando você nasce, a sociedade começa a ser um reflexo de quem você é

 


    Você não tem uma experiência consigo mesmo diretamente, você conhece a si mesmo por meio da sociedade. Ela diz e ela define quem você é, mesmo que isso não esteja tão visível ao ponto de você perceber naturalmente. Na verdade você deve observar a si mesmo profundamente para chegar a essa percepção por meio da meditação.


    Desde criança esse reflexo vai ganhando força, e por mais que seja falso, você começa a acreditar que ele é você. A esse reflexo podemos dar o nome de EGO. Um mero programa de auto identificação da mente, baseado no que o externo define ser você. Explicando de uma maneira mais simples, quando você era criança, se os seus pais te elogiavam, você se identificava com o elogio, você se sentia bem, um ego estava sendo criado

 


    Se seus pais falavam mal de você, você também se identificava com isso. Aos poucos um ego vai sendo criado, um reflexo do que a sociedade diz passa a ser o que você acredita ser você. O ego vai crescendo cada vez mais, até se tornar a coisa mais importante na sua vida, a definição de quem você é.


   Se você ganha uma competição e é elogiado por centenas de pessoas, o seu ego se torna mais sólido, você cai totalmente nessa ilusão. 

 

   Isso deve ser compreendido pois a identificação com um falso “eu” é uma das maiores causas de sofrimento da humanidade. O ego deve ser observado profundamente, somente assim o falso será revelado.


   Você já leu um horóscopo e se identificou com o que estava escrito como se fosse para você? Isso aconteceu porque seu ego é um espelho, um reflexo do que o externo diz que você é. Sua mente necessita de aprovação, atenção e identificação por parte da sociedade para definir quem você é, do contrário, ela fica perdida.


   Busque estar sempre consciente sobre isso.


   E eu não estou dizendo que sua mente é inútil, ou que ela é má. Ela é útil, a sua mente é útil, mas como uma ferramenta, quando você está consciente de que ela não é você. E é preciso que você se identifique com o falso antes que tenha contato com o verdadeiro. O verdadeiro é percebido muito facilmente quando se compreende o falso. Quando você percebe que está carregando algo falso, o verdadeiro se mostra naturalmente, ele vem naturalmente. Então o ego é um fenômeno importante para se chegar ao verdadeiro ser.


   Se você olhar profundamente dentro de si mesmo poderá perceber que na verdade a sua mente não é você e não faz parte de você. Ela é externa a você, como qualquer outra coisa que está em sua volta.


   Os pensamentos existem separados de você, eles não são você. Eles vem e vão, você permanece. Pare de se identificar com eles.


   Os pensamentos são alienígenas, intrusos, estranhos. Nenhum pensamento é seu. Eles pertencem a sociedade. Eles são visitantes, e o problema começa quando você os trata como donos da sua casa. Sua consciência deve estar no controle e não sua mente.

 


    A mente é a causadora de todos os seus problemas. Aos poucos, com a meditação, você vai se tornando consciente desse fato. Todos os desejos, todas as identificações, todas as ilusões, todo o sofrimento tem origem na mente e você só irá se livrar de tudo isso quando parar de acreditar que a sua mente é você.


   Comece a meditar, comece a observar a mente de fora, assim você irá começar a entrar em contato com seu próprio ser. Essa experiência deve ser sua, então não se contente apenas com esse texto.


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