segunda-feira, 18 de junho de 2018

Afinal, vale a pena usar drogas?


AFINAL, VALE



 A PENA 



USAR



 DROGAS?

                               



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  O uso de drogas (legais e ilegais) é bastante comum em nossa sociedade, por aqueles que buscam um pouco de rebeldia, novas experiências de vida, novas sensações, ou até mesmo “esquecer” os problemas da vida. Mas será que realmente vale a pena apelar para esse tipo de coisa para lidar emocionalmente com os problemas ou é um tiro no pé?



  Nesse artigo não irei entrar no mérito legal, se as drogas deveriam ou não ser legalizadas pelo estado. Assim como também não irei entrar naquele velho assunto batido, sobre o perigo de se tornar um zumbi dependente, ou dos riscos para a saúde, etc. A maioria das pessoas que conheço que fumam por exemplo, sabem muito bem as consequências do cigarro, estão conscientes de todas as doenças que podem surgir, e não é por isso que param de fumar. Você é livre para se viciar no que quiser, você pode ser um completo zumbi, eu não me importo. Você pode se viciar em pornografia, drogas, videogames, pode se tornar um escravo de seus próprios desejos, pode se tornar um mendigo, apodrecendo nas ruas da cidade, afundado em seus vícios, porém a escolha é sua, eu no máximo posso indicar o caminho, mas não posso te forçar a fazer nada. Então nesse artigo tentarei fazer uma abordagem diferente, que talvez você ainda não tenha tido contato. Leia as próximas linhas com atenção.


  Existem dois caminhos para se derrotar a mente e seus problemas, o primeiro caminho é o mais usado, o que as pessoas mais abraçam, pois é o mais conhecido e o mais fácil, que é a inconsciência. As drogas te deixam inconsciente dos problemas. Você esquece completamente dos problemas, se sente feliz, se sente iluminado. Porém esse caminho é falso, essa sensação é falsa, artificial, assim que amanhece, assim que o efeito desaparece, os problemas estão ali novamente, fresquinhos, a depressão está ali novamente, presente. A inconsciência das drogas é perigosa e dura pouco, é um investimento fadado ao fracasso. Não se pode vencer as emoções negativas, as ilusões da mente, criando quimicamente uma nova ilusão, mergulhando ainda mais na ilusão.

  O segundo caminho é a consciência, e é esse caminho que busco passar para vocês. Na consciência você não “esquece” os problemas, você não “esquece” a mente, muito pelo contrário, você olha para ela, observa ela. Mas no olhar, no observar, a mente desaparece, a mente cai. Existe uma enorme vantagem em ficar consciente por meio da meditação, quando comparado a ficar inconsciente com o uso de drogas. O fantasma não volta para te assombrar.




  Com o uso das drogas, assim que o efeito passa, a mente e seus demônios surgem novamente. E a mente volta ainda mais forte! E com o uso da consciência, da meditação, a mente, a depressão, a tristeza, a timidez, e tudo mais de ruim que a mente carrega desaparece, de uma forma estável, constante, verdadeira.


  Isso deve ser compreendido profundamente. Sempre que for apelar para as drogas, sempre que for investir nas drogas, quando as coisas estiverem difíceis, se lembre de que as drogas só irão te anestesiar por algumas horas, é um remédio inútil, cheio de efeitos colaterais. As drogas te jogam na inconsciência, em um sonho alegre, e isso não resolve nada, pois mais cedo ou mais tarde você acorda desse sonho artificial. Isso não te leva a lugar nenhum. Muito provavelmente irá piorar sua situação. Irá criar um novo vício, irá alimentar a mente.




  As drogas podem te tornar uma pessoa alegre por alguns minutos, mas logo após o efeito, você pode se afundar em uma profunda tristeza. Porque nada foi alcançado, não houve nenhum momento de iluminação, você não destruiu a raiz dos problemas, a mente continua lá com todas os seus desejos, vícios e ilusões. É um investimento burro, que só pode te levar ao fracasso e a inconsciência. As drogas no máximo podem aliviar os sintomas por um curto período de tempo, mas não eliminam a doença. E o pior, trazem consigo centenas de efeitos colaterais.

  Então esse é o primeiro ponto que você deve entender. Eu não estou “condenando” o uso das drogas porque fazem mal a saúde, ou porque alguma religião ou o estado é contra seu uso. Não estou interessado na opinião das pessoas sobre o que você deve ou não fazer, porque se quiser você fará, sua mente irá encontrar um jeito. Estou “condenando” as drogas pois irão te distanciar mais ainda de sua consciência. E só é possível ser livre de verdade por meio da consciência. Seria um investimento muito ruim ir em direção a inconsciência, pois nela a liberdade, o verdadeiro êxtase, não será alcançado.




  O segundo ponto é que na inconsciência das drogas você pode acabar fazendo coisas que nunca faria em um estado de consciência. Tenho certeza que muitas vezes você já fez algo contra sua própria vontade porque sua emoção ou seu instinto falou mais alto, e logo depois do ato veio o seu arrependimento. Isso porque quando você permite que suas emoções ou seus instintos tomem o controle, você mergulha em um estado de inconsciência, você se torna um escravo das loucuras e do caos que é sua mente. É como se outra pessoa estivesse controlando você, indo contra todas suas crenças, contra sua moralidade, contra sua lógica, enquanto você assiste, sem poder fazer nada. O ser desaparece e outra coisa toma conta. Em um estado de emoção forte, você não consegue nem mesmo raciocinar. Sua lógica não funciona direito. E se isso já é difícil de controlar quando se está sóbrio, imagina quando seu sistema nervoso está sobre o domínio de alguma droga.

  Ouvi uma estória interessante…

  Certo dia um homem religioso, e com um senso de moralidade muito forte, andava pela sua cidade quando de repente a morte surgiu em sua frente, com uma foice muito assustadora, e disse:



  - É hora de ir, seu tempo de vida acabou!

  O homem assustado disse:

  - Mas já? Eu sou jovem ainda, não quero morrer agora! Existe algo que eu possa fazer para continuar vivo?

  Então a morte falou:

  - Na verdade existem três coisas que você pode fazer, se fizer uma dessas três coisas poderá viver por mais alguns anos.

  O homem disse:

  - Hora, então diga! O que devo fazer para continuar vivo próximo a minha esposa e meus amigos?

  Então a morte explicou as condições.

  - Bom, a primeira coisa que pode fazer para continuar vivendo é bater na sua esposa. A segunda coisa que pode fazer é matar o seu melhor amigo. E a terceira coisa é beber uma garrafa inteira de vinho. Se fizer só uma dessas coisas poderá viver mais alguns anos, sem que eu venha para te levar.

  O homem era muito religioso e considerava um grande pecado beber vinho em excesso.

  Assustado com as condições ele disse:

  - Bom, nunca bati e nunca bateria na minha esposa, eu amo muito ela, e isso vai contra todos os meus princípios. Também está totalmente fora de cogitação matar o meu melhor amigo, nunca mataria alguém inocente, nem mesmo se fosse para salvar minha própria vida. Ainda mais se tratando do meu amigo que me acompanha há anos e que admiro tanto. Bom, irei beber o vinho então, depois creio que Deus irá me perdoar por cometer esse pecado. Pode trazer o vinho!




  Então o homem bebeu todo o vinho e ficou totalmente embriagado.

  Ao chegar em casa sua mulher percebeu que ele havia bebido e começou uma discussão. Por estar totalmente fora de si, o homem deu um tapa no rosto de sua mulher e começou a bater nela com toda sua força. O melhor amigo, que estava por perto, ouviu os gritos e entrou na casa para ajudar a pobre mulher, entrou na frente dela, para impedir que o marido a matasse com um revolver velho que tinha guardado em sua casa e acabou levando um tiro no peito.




  Moral da estória, pense duas, três, quatro vezes antes de usar substâncias que alteram sua consciência. Você pode acabar fazendo coisas que nunca seria capaz de fazer em um estado de sanidade. Qualquer estado de inconsciência, seja com ou sem influência de substâncias químicas, por meio de drogas ou por meio do ego, dos instintos ou emoções, faz você se tornar outra coisa, menos você mesmo.




  Espero que esse artigo pelo menos tenha feito você refletir um pouco sobre o assunto. Se é novo no blog leia os outros artigos, pois podem ser preciosos para você, adicione o blog aos favoritos em seu navegador e entre no grupo do telegram para ficar atento aos novos artigos.


Namastê!

9 comentários:

  1. Sempre bons textos. Parabéns pela postagem concordo em gênero e grau.

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  2. Perfeito cara. Um post melhor que o outro.

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  3. Brian, ótimo texto, tenho uma pergunta, eu faço o uso de antidepressivos (que também são drogas), depois de fazer algumas meditações eu consegui observar algumas coisas, mas ainda faço o uso dos medicamentos e eu fico na dúvida se essas minhas conclusões e observações são influenciadas pelo efeito do medicamento, será que tem alguma forma de eu não precisar de medicamento algum e me sentir bem através da meditação como forma de observar a mente "por fora dela" ?

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    1. Não sou médico e não posso te guiar em relação a isso. PORÉM... se eu estivesse no seu lugar, iria procurar uma forma de diminuir a dose do remédio pouco a pouco. Me manteria firme na prática da meditação, pelo menos 1 hora por dia. Aconselho também a prática do método Wim Hof todos os dias e a prática de alguma atividade física, como correr por exemplo. Uma boa alimentação também é essencial em casos de depressão (o médico Lair Ribeiro pode te ajudar nisso). Acredito que assim, gradualmente, você vai precisar cada vez menos dos remédios. O seu estilo de vida, a forma que cuida do seu corpo e da sua mente será o suficiente. Continue observando a sua mente de fora, observe os sentimentos e pensamentos SABENDO que eles não pertencem a você, sabendo que foram imputados em você pelo sistema.

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    2. Obrigado pela resposta!

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  4. Então. Eu ia falar um monte de coisas, mas cada um tem que se virar pra aprender mesmo, inclusive pra descobrir as asneiras que aprendeu. Mas enfim, um conselho: Não altere sua medicação por conta própria. Remédio psiquiátrico é não importante quanto remédio cardíaco, por exemplo. A falta do último, quando há necessidade, pode levar a infartos, arritmias, insuficiência, etc..., e a falta daquele pode levar a surtos, descontroles inesperados, e até suicídio. Confiar nossa vida nas opiniões dos outros é muito difícil, por isso um profissional, como o psiquiatra, deve ser mais adequado pra opinar sobre alteração de prescrição psicotrópicas.

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    1. Como disse a ele, não sou psiquiatra e portanto não posso opinar em relação aos remédios. O ideal é que ele converse com o médico e pergunte se é possível diminuir a dose. Acredito que as atividades naturais que passei podem ser feitas ainda com o uso do remédio, porém ainda sim é bom consultar o médico. Existem vários tipos de depressão, não é possível generalizar, porém apenas com uso de remédios, sem procurar fazer algo para mudar naturalmente o quadro, fica difícil curar. Em muitos casos, o remédio só piora a situação, sendo que a depressão poderia ser resolvida por outros meios naturais. Nem todo caso de depressão necessita de remédios, mas indo a um psiquiatra, sempre será receitado remédios, de forma a deixar o paciente praticamente dependente.

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  5. Preciso me livrar do vício em celular e Internet.

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  6. O blog é bom. Os textos são bem escritos e gosto da sua lucidez. Quando for possível publique suas ideias. Não nos "abandone", Suas publicações ajudam muita gente. Tenha certeza disso!

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